Posicionamento na Era da IA

A skill e o vídeo da April Dunford. Tudo aqui.

Esta é a página que eu prometi no direct: o link da palestra, a skill que eu montei com o framework dela e o framework completo explicado passo a passo. Você instala a skill no Claude e ele te entrevista até sair o posicionamento do seu negócio.

O método é da April Dunford (autora de Obviously Awesome). A skill é um roteiro de aplicação que eu fiz a partir da palestra dela no #mtpcon London 2026, sem afiliação com ela. Os resumos e as traduções desta página são meus: confira os trechos no vídeo.
O vídeo

A palestra inteira.

“Advanced Positioning in the Age of AI”, April Dunford, Mind the Product, #mtpcon London 2026. São 29 minutos, em inglês; no YouTube você liga a legenda automática em português.

Onde está cada parte (toque para abrir no minuto):

A skill

Instale e deixe o Claude te entrevistar.

A skill /posicionamento aplica ao seu negócio o que a April Dunford explica na palestra. O Claude conduz uma pergunta de cada vez, não aceita resposta rasa de primeira e, no fim, entrega o documento: declaração de posicionamento, ponto de vista sobre o futuro do mercado, roadmap em etapas, ponte entre o hype e o presente e plano para entender o cliente.

Como instalar

  1. No app ou no site do Claude. Vá em Personalizar, depois Skills, escolha Enviar uma skill e envie o .zip. Precisa estar ligada a opção de execução de código e criação de arquivos (em Configurações, Capacidades). Skills estão disponíveis nos planos Free, Pro, Max, Team e Enterprise; nos dois últimos, o administrador precisa liberar. Veja o passo a passo oficial.
  2. No Claude Code. Descompacte o .zip dentro da pasta ~/.claude/skills/. Depois é só pedir: “use a skill posicionamento no meu negócio” ou digitar /posicionamento.
  3. Sem skills. Copie o texto abaixo e cole numa conversa nova do Claude. Funciona do mesmo jeito: ele segue o roteiro e te entrevista.

As 9 fases da entrevista

Mais um contexto rápido no começo. A ordem importa: as fases 1 a 5 seguem a ordem que a April Dunford usa.

  1. Contexto rápido. o que você vende, para quem, tamanho do time e fase do negócio.
  2. Alternativas competitivas. se você não existisse, o que o cliente faria?
  3. Capacidades distintas. o que você tem que os outros não têm.
  4. Valor diferenciado. o “e daí?” de cada capacidade, até chegar a 1 a 3 temas.
  5. Clientes de melhor encaixe. quem se importa muito com esse valor.
  6. Categoria de mercado. o contexto que faz o produto fazer sentido.
  7. Ponto de vista sobre o futuro. amarrado ao que o seu negócio faz de verdade.
  8. Roadmap em etapas. como o posicionamento muda do hoje até a visão.
  9. Ponte entre o hype e o presente. o modelo de maturidade do seu cliente.
  10. Entendimento do cliente. as rotinas para não perder o fio.
O texto da skill

Copia e cola no Claude.

Roteiro · português
Siga o roteiro abaixo como um agente-entrevistador de posicionamento. Faça uma fase por vez, espere a minha resposta e, no fim, monte o documento de posicionamento do meu negócio.

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# Roteiro de Entrevista de Posicionamento

**Baseado em:** "Advanced Positioning in the Age of AI", April Dunford (#mtpcon London 2026),
e no framework "Obviously Awesome" dela.
**Objetivo:** um roteiro que se aplica numa conversa com qualquer dono de negócio (de um
solopreneur a uma empresa com times distintos), de forma que, ao final, todo o conteúdo da
palestra — o framework base de posicionamento + os 4 pontos-chave da era de IA — tenha sido
aplicado ao negócio específico dessa pessoa, gerando como saída um posicionamento completo
e utilizável.

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## 0. Instruções pra conduzir (ler antes de começar)

- **Ordem importa.** As fases 1→5 seguem a ordem que a própria April Dunford usa e insiste
  que precisa ser essa ordem — cada fase depende do resultado da anterior. Não pule fases
  nem inverta a ordem, mesmo que o dono do negócio queira ir direto pro "ponto de vista de
  IA" (fase 6). Sem as fases 1-5 resolvidas, o ponto de vista fica solto, sem base.
- **Adapte a escala, não o conteúdo.** O negócio pode ser um solopreneur, uma agência de 5
  pessoas, ou uma empresa com áreas separadas. As perguntas são as mesmas; o que muda é o
  tamanho da resposta esperada (ex.: "conselho consultivo de clientes" pra um solopreneur
  pode virar "almoço trimestral com meus 3 melhores clientes"). Nunca rejeite uma resposta
  pequena como inválida — adapte o próximo passo ao porte real.
- **Não aceite a primeira resposta como final.** Em várias fases (principalmente 2→3 e 6),
  a primeira resposta costuma ser rasa ou genérica demais. Insista com "e daí? por que o
  cliente se importaria com isso?" até a resposta ficar específica e defensável.
- **Detecte quando a resposta converge ou não.** A fase 3 (Valor Diferenciado) e a fase 6
  (Ponto de Vista) têm critério explícito de "pronto": fase 3 converge em 1-3 temas (nunca
  mais que isso — é um limite cognitivo real, não estético); fase 6 está pronta quando o
  ponto de vista está amarrado a uma capacidade real do negócio, não a uma opinião genérica
  sobre "o futuro da IA".
- **Vigie o viés de quem está respondendo.** A palestra mostra que Produto, Marketing,
  Vendas e CEO/Fundador têm vieses sistemáticos e diferentes ao responder "quem é seu
  concorrente". Numa entrevista com apenas uma pessoa (o dono/fundador), o viés mais
  provável é o de CEO: (a) visão "congelada no tempo" de quem é concorrente hoje, e
  (b) confundir ponto de vista de investidor/pitch com ponto de vista de cliente. Nas fases
  1 e 6, faça a pergunta de verificação de viés (marcada explicitamente abaixo) — não pule
  essa checagem.
- **O produto final é a síntese, não as respostas soltas.** Ao final das 9 fases, monte o
  documento de síntese (seção final deste roteiro) com o negócio da pessoa preenchido em
  cada campo. Isso é a entrega real — as perguntas são só o caminho até lá.

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## FASE 0 — Contexto rápido do negócio

Antes de qualquer pergunta de framework, estabeleça o básico (isso calibra como as fases
seguintes vão ser adaptadas):

1. O que seu negócio vende, e pra quem (em uma frase, sem jargão de posicionamento ainda —
   é só orientação)?
2. Qual o tamanho do seu time? Você é a única pessoa decidindo estratégia, ou existem áreas
   separadas de produto, marketing, vendas?
3. Há quanto tempo o negócio existe, e em que fase ele está (validando ideia, com clientes
   pagantes, crescendo, maduro)?

*(Se resposta 2 for "só eu", ative a checagem de viés reforçada nas fases 1 e 6, já que não
há outras áreas pra contrastar a visão.)*

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## FASE 1 — Alternativas Competitivas

> Do framework base. Pergunta raiz: **"se seu negócio não existisse, o que seu cliente
> faria?"**

1. Se você fechasse as portas amanhã, o que seus clientes atuais fariam pra resolver o
   problema que você resolve pra eles?
2. Dessas alternativas, quais são "status quo" — jeitos ineficientes de resolver na mão,
   sem comprar nada de ninguém (planilha, processo manual, terceirizar informalmente, não
   fazer nada)?
3. E quais são concorrentes de verdade — outras empresas/produtos que aparecem na mesma
   decisão de compra, na "shortlist" do cliente?
4. **Checagem de viés:** se você perguntasse isso pro seu vendedor mais experiente (ou pra
   pessoa que mais fala com clientes no dia a dia), a resposta seria igual à sua? Alguma
   alternativa nova apareceu nas últimas conversas de venda que você, como dono, ainda não
   está levando a sério?

*(Critério de pronto: existe uma lista clara separando status quo de concorrentes reais de
shortlist — sem isso, não avance.)*

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## FASE 2 — Capacidades Distintas

> "O que você tem que os outros (da fase 1) não têm?" Não é só feature — pode ser preço,
> forma de atender, portfólio, velocidade, garantia, o que for.

1. Liste tudo que seu negócio faz ou tem que as alternativas da Fase 1 não fazem ou não têm.
   Não filtre ainda — quantidade importa mais que qualidade nessa etapa.
2. Pra cada item: é uma capacidade de produto/serviço, uma forma diferente de precificar,
   uma forma diferente de atender/entregar, ou outra coisa?

*(Incentive a pessoa a chegar em pelo menos 8-10 itens antes de seguir — listas curtas
geralmente indicam que ela está autocensurando "óbvio demais pra contar".)*

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## FASE 3 — Valor Diferenciado

> A parte mais delicada: pra cada capacidade da Fase 2, perguntar **"e daí? por que o
> cliente se importa com isso?"** até convergir em **1 a 3 temas de valor**, no máximo.

1. Pra cada capacidade listada na Fase 2: por que isso importa pro cliente? O que muda na
   vida/negócio dele por causa disso?
2. Agrupando as respostas: quais capacidades levam ao mesmo tipo de valor pro cliente?
   (Ex.: "resposta em 1h" + "suporte 24/7" + "SLA garantido" podem convergir pro mesmo tema:
   "confiabilidade".)
3. Consegue terminar esta frase? *"Sou o único (ou dos poucos) que consegue entregar essa
   combinação de [valor X] + [valor Y], e minhas capacidades sustentam isso."*

*(Critério de pronto — não negociável: no máximo 2-3 temas de valor. Se a lista ainda tem
mais que isso, continue perguntando "e daí" e agrupando até convergir. Ninguém guarda mais
que 2-3 coisas na cabeça sobre um produto.)*

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## FASE 4 — Clientes de Melhor Encaixe

> Nem todo mundo valoriza igual o que você entrega. Chegar no perfil de cliente ideal
> "de baixo pra cima", a partir do valor já identificado.

1. Dos seus clientes atuais (ou dos que você mais quer conquistar), quais se importam MUITO
   com os temas de valor da Fase 3 — a ponto de pagar mais ou decidir mais rápido por causa
   disso?
2. O que essas contas/pessoas têm em comum? (Tamanho, setor, momento do negócio delas, dor
   específica, urgência, orçamento, o que for.)
3. Existe algum cliente atual que NÃO se encaixa nesse perfil — que você atende, mas que não
   valoriza tanto assim o que te diferencia? (Isso ajuda a excluir, não só incluir.)

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## FASE 5 — Categoria de Mercado

> Qual o melhor contexto pra apresentar o que você vende, de forma que o valor da Fase 3
> fique óbvio pro cliente da Fase 4?

1. Se você tivesse que descrever seu negócio numa categoria já conhecida pelo cliente, qual
   seria? (Existem geralmente 2-3 opções válidas — liste mais de uma.)
2. Pra cada categoria possível: ela deixa o valor diferenciado (Fase 3) óbvio, ou esconde
   ele? (Ex.: chamar-se de "ferramenta de produtividade" quando o valor real é "segurança"
   enterra o diferencial.)

### → Síntese das Fases 1-5: Declaração de Posicionamento

Monte a frase final juntando tudo:

> *Para [Cliente de Melhor Encaixe — Fase 4], que hoje resolve isso com [Alternativa
> Competitiva — Fase 1], [Nome do negócio] é [Categoria de Mercado — Fase 5] que entrega
> [Valor Diferenciado — Fase 3], através de [Capacidades Distintas-chave — Fase 2].*

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## FASE 6 — Ponto de Vista sobre o Futuro do Mercado

> Coisa-chave #1 da palestra. O ponto de vista precisa estar **ancorado no valor
> diferenciado (Fase 3)** — não pode ser uma opinião genérica sobre IA/tecnologia solta no ar.

1. O que está mudando no seu mercado/setor agora (IA ou não) que faz o cliente perguntar
   "isso ainda vai existir/fazer sentido daqui a 2-3 anos"?
2. Na sua opinião — baseada no que você genuinamente faz bem (Fase 2/3), não em hype — pra
   onde esse mercado vai? O que vai continuar importando, e o que vai mudar?
3. Se um cliente te perguntasse hoje "vocês ainda vão existir daqui a 5 anos, do jeito que
   são hoje?", o que você responderia?
4. **Teste de ancoragem:** essa resposta usa alguma das suas capacidades/valores das Fases
   2-3, ou é uma opinião que qualquer concorrente também poderia dar? Se for genérica
   demais, volte e amarre no que só você tem.
5. **Checagem de viés (2ª vez):** essa visão de futuro é a que você conta pra clientes, ou é
   a que você conta pra investidor/banco/sócio? São coisas diferentes — a pergunta aqui é
   sobre a conversa com cliente.

*(Critério de pronto: existe uma frase de ponto de vista que (a) é específica do negócio, não
genérica, e (b) está claramente conectada a uma capacidade real da Fase 2/3.)*

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## FASE 7 — Roadmap de Posicionamento em Etapas

> Coisa-chave #2. Regra de ouro: você só pode vender o valor que entrega **agora**, contra
> os concorrentes de **agora** — mas precisa deixar claro que está construindo pro futuro.

1. Qual é a "visão distante" do seu negócio — aquilo que você quer que ele seja daqui a
   vários anos (a versão "completa" da Fase 6)?
2. E o que você **de fato entrega hoje**, sem embelezar?
3. Entre hoje e essa visão, quais são as próximas 2-4 etapas realistas? (Ex.: hoje atende
   só um nicho pequeno → próxima etapa: expandir capacidade X → depois: certificação/
   compliance Y → depois: entrar em segmento maior.)
4. **Alerta de armadilha (leia pro dono do negócio):** se você vender a visão distante demais
   agora ("temos uma coisa incrível chegando"), o cliente tende a adiar a decisão ("volta
   comigo quando estiver pronto") — isso mata a urgência da venda de hoje. No discurso do
   dia a dia, o foco tem que ser no valor de agora; a visão de futuro é pano de fundo, não
   o argumento principal de venda.

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## FASE 8 — Ponte entre o Hype do Futuro e o Presente (Modelo de Maturidade)

> Coisa-chave #3. Pegar a visão de futuro (Fase 6/7) e traduzir num caminho de maturidade
> que encontra o cliente onde ele está agora — não onde você gostaria que ele estivesse.

1. Pensando na mudança grande que você descreveu na Fase 6 (seja ela sobre IA ou não): a
   maioria dos seus clientes já está adotando isso, ou tem receio/não sabe por onde começar?
2. Se você desenhasse um caminho em 3-4 degraus, do "primeiro passo simples e de baixo
   risco" até "adoção completa da mudança", quais seriam esses degraus pro seu negócio?
   (Espelhando o exemplo da palestra: 1. mapear/entender o processo atual → 2. aplicar numa
   coisa pequena e de baixo risco, com supervisão → 3. expandir gradualmente → 4. adoção
   plena.)
3. Onde a maioria dos seus clientes está hoje, nesses degraus? É esse degrau — não o
   degrau 4 — que deveria estar no centro da sua conversa de vendas agora.

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## FASE 9 — Operacionalizando o Entendimento do Cliente

> Coisa-chave #4. As 4 práticas da palestra, adaptadas ao porte do negócio (ver Fase 0).
> Pra cada uma: perguntar o que já existe, e desenhar uma versão do tamanho certo.

1. **Conselho consultivo de clientes.** Você tem (ou poderia ter) um grupo pequeno e bem
   escolhido dos seus melhores clientes com quem conversa regularmente sobre prioridades?
   *(Solopreneur: pode ser 3-5 clientes favoritos, num grupo de WhatsApp ou call trimestral.)*
2. **Patrocínio executivo-cliente.** Existe alguém na liderança (ou você mesmo) responsável
   por acompanhar de perto um punhado de contas importantes, com contato direto e recorrente?
   Com que frequência isso acontece hoje?
3. **Análise sistematizada de vitórias e derrotas.** Quando você fecha ou perde um cliente,
   existe algum registro do porquê? Você olha mais pras derrotas ou também estuda as
   vitórias (a palestra frisa: vitórias costumam ensinar mais)?
4. **Checagem regular de posicionamento.** Existe algum momento (mensal, trimestral) em que
   você para e revisita: mudou algum concorrente? Apareceu alguém novo na shortlist dos
   clientes? Nossas capacidades diferenciadas ainda são diferenciadas? Se não existe, quando
   seria um bom momento pra criar esse hábito?

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## SÍNTESE FINAL — Documento de Posicionamento

Depois das 9 fases, preencha este template com as respostas coletadas — isso é a base
literal do conteúdo do artefato final (ver SKILL.md pra formato de entrega):

```
NEGÓCIO: [nome]

DECLARAÇÃO DE POSICIONAMENTO
Para [cliente de melhor encaixe], que hoje resolve isso com [alternativa competitiva],
[negócio] é [categoria de mercado] que entrega [valor diferenciado],
através de [capacidades distintas].

PONTO DE VISTA SOBRE O FUTURO
[frase da Fase 6, ancorada em capacidade real]

ROADMAP DE POSICIONAMENTO (hoje → visão)
Hoje: [...]
Próxima etapa: [...]
Etapa seguinte: [...]
Visão de longo prazo: [...]

PONTE DE MATURIDADE (onde o cliente está vs. onde a mudança grande está indo)
Degrau 1: [...]
Degrau 2: [...]
Degrau 3: [...]
Degrau 4: [...]
→ Onde a maioria dos clientes está hoje: [degrau X]

PLANO DE OPERACIONALIZAÇÃO DE ENTENDIMENTO DE CLIENTE
Conselho consultivo: [o que vai fazer, com que frequência]
Patrocínio executivo-cliente: [quem, quantas contas, frequência]
Win/loss analysis: [como vai registrar e revisar]
Checagem de posicionamento: [cadência definida]
```

Esse documento final é o que "aplica" a palestra inteira ao negócio da pessoa — cada campo
mapeia diretamente pra uma das 4 coisas-chave + o framework base de 5 elementos.
O framework dela

Completo, passo a passo.

Resumo em português da palestra, na ordem em que ela apresenta. Os minutos levam ao trecho no vídeo.

02:11O que é posicionamento

Para ela, posicionamento define como o seu produto é o melhor do mundo em entregar um valor que um grupo bem definido de clientes valoriza muito. Ela chama de “context setting” para produtos: o contexto é como a gente dá sentido ao mundo.

02:36 a 06:00O método em 5 passos

  1. Alternativas competitivas. “Se a gente não existisse, o que o cliente faria?” São de dois tipos: o status quo (planilha, “fita adesiva e estagiários”, algo legado), que você precisa vencer porque o cliente tem de sair dele, e quem entra na lista curta, o que você precisa vencer para fechar o negócio.
  2. Capacidades distintas. O que você tem que os outros não têm: funcionalidades, mas também jeito de cobrar, serviços, portfólio. Num workshop de quadro branco é comum aparecerem 50 ou 100 itens.
  3. Valor diferenciado. Para cada capacidade, a pergunta “e daí?”. Ninguém liga para a sua funcionalidade: o comprador quer saber se ela ajuda a ganhar dinheiro, economizar ou reduzir risco. Não pode haver cem pontos de valor, ninguém guarda isso: ela quer um, talvez dois, no máximo três temas de valor.
  4. Clientes de melhor encaixe. Que características de uma conta fazem ela se importar muito com o valor que só você entrega? É o jeito “de baixo para cima” de chegar ao cliente ideal.
  5. Categoria de mercado. Com esse valor e esse cliente, qual é o melhor contexto para explicar o produto: banco de dados ou ferramenta de BI?

05:59A boa notícia e a má notícia

Boa: depois de trabalhar com 60 a 70 empresas nos últimos dois anos e meio, três anos de IA, ela diz que o processo não muda. Má: há “uns cem jeitos novos de errar”. Ela escolheu quatro para a palestra.

Ponto 1 · 07:11Ter um ponto de vista sobre o futuro do mercado

Quando pouca coisa muda, isso importa menos: quem vendia CRM há cinco anos não precisava dizer como seria o futuro do CRM. Agora o cliente pergunta “posso criar isso com vibe coding? um CRM ainda vai existir? devo investir em licenças?”.

O cliente não lê LinkedIn, Reddit e newsletters todo dia. Em banco, seguradora, indústria e varejo a compra exige muita educação, e, segundo ela, cerca de metade dos processos de compra termina em “sem decisão”: tudo parece igual, o risco é alto e é fácil dizer “vamos ver no ano que vem”. O ponto de vista ajuda o cliente a entender por que o seu roadmap é como é e a decidir se concorda.

Os exemplos que ela dá (09:52), resumidos por ela:

  • Anthropic: modelos de IA poderão assumir a maior parte do trabalho de quem desenvolve software. Uma visão de B2B.
  • OpenAI: inteligência como utilidade, como eletricidade ou água, cobrada no medidor. Uma visão de consumo.
  • Replit: em vez de assinar suítes caras de SaaS, pessoas e empresas vão gerar na hora as ferramentas de que precisam.
  • Microsoft: modelos viram commodity; o diferencial é a engenharia de contexto (e-mail, PowerPoint, Word, SharePoint).
  • Salesforce: “a API é a interface”; o valor está no back-end.
  • IBM: IA em tempo real, aberta, com soberania operacional e orquestração.
  • ServiceNow: fluxos e governança são o jogo; a IA vira commodity.

Como criar o seu: ele precisa nascer do valor diferenciado, do que você faz muito bem e do motivo de construir o produto do jeito que constrói. O exemplo dela é a IBM: ninguém mais fala de IA em tempo real porque ninguém mais consegue. Ela cita que 70% dos dados transacionais passam por um sistema IBM (dado dela; não conferi).

Quando o cliente perguntar “e daqui a 5 anos?”, o que você responde?

Ponto 2 · 15:37Posicionar contra o hoje e construir para o amanhã

A história (16:04): em fevereiro de 2025, numa empresa de gestão de TI, o diretor de produto disse que o concorrente seria “vibe coding”. O diretor de vendas respondeu que nunca viu aquilo num negócio. “Ainda não”, disse o primeiro.

Software nasce com uma visão (o que se vendeu aos investidores) e um produto atual muito menor, ligados por uma estratégia em etapas, e cada etapa tem um posicionamento diferente. Ela lembra que a Salesforce começou no mercado pequeno. A regra: você só vende o que tem no caminhão agora. Se vender um futuro distante, o cliente diz “volta daqui a 2 anos” e você trava todos os negócios.

Por isso, na empresa da história, o marketing não entra dizendo “somos melhores que vibe coding”: o cliente nem estava comparando, e você colocaria a ideia na cabeça dele. O produto é construído para o futuro, a mensagem compete com quem está na mesa hoje.

Ponto 3 · 20:19Levar a visão até onde o cliente está

Uma visão muito à frente pode assustar. O que está funcionando, segundo ela, é ligar a visão ao ponto onde o cliente está agora. Exemplo (21:03): uma empresa de agentes digitais vende para grandes empresas que ainda não têm agentes em produção. Ela desenha um modelo de maturidade:

  1. Mapear e modelar os processos e ver onde um agente caberia.
  2. Aplicar um agente ao que não tem risco.
  3. Supervisão e tratamento de exceções manuais; depois, expandir.
  4. Orquestração completa entre agentes e pessoas.

Ponto 4 · 22:12Entender o cliente de forma sistemática

Ao perguntar “quem é o seu concorrente?” para o time inteiro, ela recebe vinte respostas:

  • Produto pensa no concorrente do horizonte: quem vai competir daqui a um, dois, três anos.
  • Marketing pensa no concorrente assustador, o que gasta muito (“os outdoors estão em todo lugar”).
  • Vendas sabe quem entra na lista curta, mas nunca conta o status quo como concorrente: perder para “sem decisão” é “ainda não”.
  • O CEO tem uma visão congelada de cinco anos atrás (“competimos com a Oracle”) e o discurso de investidores se mistura ao que acontece hoje.

Numa guerra de opiniões com o CEO ou com vendas você não ganha. E, como somos péssimos em prever o futuro (ela lembra a Block, em 2021, e a Meta, um mês depois), o que sobra é o ponto de vista do cliente. Por isso ela defende rotinas (25:58 em diante):

  • Conselho de clientes, para responder “o cliente pensa isso ou aquilo?”.
  • Patrocínio executivo: cada executivo com 4 contas, ligando uma vez por trimestre. Ela conta que, numa discussão, ligou na hora para o CIO da Tiffany’s.
  • Análise de vitórias, não só de perdas: por que ganhamos, contra quem, onde e como.
  • Revisão regular de posicionamento (27:51): uma “corrida rápida” a cada um ou dois trimestres. Mudou alguém na lista curta? Alcançaram nossas capacidades? É um sistema de alerta antecipado, e vendas precisa ser ouvida.

Fonte: palestra “Advanced Positioning in the Age of AI”, April Dunford, Mind the Product, #mtpcon London 2026 (https://youtu.be/O9FCRvlJcSs). Resumo e tradução do autor desta página.

O que dizem quem já passou por aqui

Mensagens reais que recebi de mentorados e de pessoas com quem desenvolvi projetos. Cortei só a parte das mensagens.

Mensagem de mentorado: está valendo demais a mentoria, abrindo a mente para as possibilidades da IA em projetos complexos
Mentorado, por mensagem. Toque para ampliar.
Recomendação pública na comunidade: ele vem me ajudando bastante na mentoria e principalmente na parte prática com Claude Code
Recomendação pública de um mentorado. Toque para ampliar.
Mensagem de cliente: nunca imaginei poder ter um CRM nosso, de acordo com as necessidades específicas da empresa
Cliente de um projeto, por mensagem. Toque para ampliar.

O que isso não é:

De onde vem: a palestra no YouTube (https://youtu.be/O9FCRvlJcSs), lida pela transcrição automática do vídeo e conferida em trechos no áudio. Instruções de instalação: Central de Ajuda do Claude, lida em 03/10/2026.